Prezados(as).
Mercado de crédito marcado por reabertura dos spreads e liquidez reduzida no secundário, interrompendo parcialmente o movimento de compressão observado nos últimos meses.
Os spreads médios dos títulos corporativos indexados ao CDI avançaram cerca de 5 bps, passando de CDI + 1,23% para CDI + 1,28% ao ano.
No secundário, a liquidez permaneceu limitada, especialmente em ativos corporativos, resultando em uma formação de preços mais seletiva.
No primário, as emissões bancárias seguiram registrando demanda consistente, embora com menor intensidade em comparação aos meses anteriores. Já o pipeline de emissões corporativas permaneceu restrito, mantendo a oferta de ativos em níveis reduzidos.
Fundos com alocação mínima de 15% em crédito e ao menos 1% em debêntures registraram resgates líquidos próximos de R$ 10 bilhões no período. Esse movimento contribuiu para a reabertura dos spreads e para uma piora da dinâmica técnica da classe.
Apesar desse cenário, os fundamentos corporativos permanecem resilientes e os níveis de inadimplência seguem controlados.
Destaques da atuação da gestão em setembro
Na parcela de crédito estruturado, a gestão iniciou posição em uma cota sênior de FIDC com exposição ao setor de telecomunicações.
A tese de investimento está fundamentada na atuação consolidada do originador, com mais de 23 anos de experiência no segmento, e nas características do mercado em que atua: elevada pulverização, baixa bancarização, receitas recorrentes e oferta restrita de crédito.
A operação apresenta carteira de recebíveis amplamente diversificada entre cedentes e sacados, além de mecanismos de proteção que incluem overcollateralization mínima de 25% sobre os ativos cedidos ao fundo.
A gestão também adicionou ao portfólio cotas de um FIDC estruturado como uma securitização revolvente lastreada em recebíveis de cartão de crédito originados por uma adquirente.
Os devedores desses recebíveis são os bancos emissores dos cartões referentes às transações na modalidade crédito, limitadas às bandeiras Visa, Mastercard, American Express, Elo e Hipercard.
A gestão manteve uma postura disciplinada e seletiva na alocação dos recursos, buscando capturar oportunidades geradas pela recente abertura dos spreads sem abrir mão da qualidade de crédito das carteiras.
| Nome | BRADESCO TIVIO HYD60 PGBL VGBL FIF CIC MULTIMERCADO CP RL |
| CNPJ | 63.949.230/0001-11 |
| Data de início do fundo: | 04/03/2026 |
| PL médio (12M): | R$ 145.223.799 |
| Público alvo: | Investidores Qualificado |
| Performance: | 20% do que exceder do CDI |
| Taxas: Administração e Gestão: | 0,8% |
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